O SERVO ESCLARECE

 

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão” (Gl.5:1).

 

    Alguém poderia cometer um equívoco ao afirmar que Paulo estava orientando os Gálatas a viverem uma vida sem serem escravos do pecado da carne tais como: prostituição, malignidade, adultério, etc, pois Cristo já os tinha libertado dos mesmos. Isso pode ser observado em outros textos, mas não neste caso. Mais uma vez Paulo está tratando sobre a questão dos judaizantes. Muitos judeus que creram em Jesus como o Messias prometido no Antigo Testamento, tinham muita dificuldade em crer no evangelho da graça anunciado por Paulo. Para estes, a salvação era mediante a observância da lei mosaica. Muitos Gálatas foram influenciados pelos judaizantes e por isso Paulo se vê obrigado a tratar deste assunto tão importante. Seria impossível alguém ser salvo mediante a observação da lei de Moisés. Tentar ser salvo pela prática da lei mosaica era um jugo de escravidão que Paulo não queria ver sobre os Gálatas novamente.

    A grande questão é que a salvação não é meritória, e sim uma dádiva da parte de Deus. Como Paulo afirma: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef.2:8,9). Talvez o “pecado” do texto em análise seria achar possível obter a salvação por méritos próprios, ao invés de receber este tão precioso dom de Deus que se chama: Graça.

 

Irº. Fábio Pereira

Ramá –Lt.XV – B. Roxo – RJ

 

Errais, não compreendendo as Escrituras... Mt.22:29b

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