SARA, a MULHER

 

   A Bíblia é riquíssima. E interessantíssima. Enquanto encontramos inúmeros exemplos de homens a serem seguidos e há menções explícitas para isso (1Co.11:1 e Fp.3:17), não é fácil encontrar referências a mulheres que devem servir de exemplo para as demais. Claro que há mulheres descritas nas páginas das Escrituras como tendo uma vida elogiável. Mas não há exortações para que as mulheres cristãs sejam como elas. Nenhuma mulher é exortada a ser como Eva. Nem Rebeca. Nem Abigail nem Miriã. Podemos nós (por nossa conclusão) observar virtudes maravilhosas em mulheres como Débora. Mas Deus não exorta as demais a tê-la como modelo e exemplo. Houve mulheres cultas, mulheres de oração, mulheres inteligentes, mulheres graciosas e boas conselheiras e juízas. Mas não há nenhuma menção a que as mulheres de hoje as imitem.

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   A única mulher a respeito de quem a Bíblia exorta a ser tomada como exemplo, é Sara. Ela mesma, a esposa de Abraão. Não há muito na Bíblia sobre Sara, a não ser sempre em conexão ao esposo. Não há nenhuma iniciativa tomada por Sara descrita na Bíblia. Não há menção a qualquer oração que ela tenha feito. Também não compôs salmo algum nem escreveu qualquer coisa. Por outro lado, ela errou muito, ao nosso ver. Ela concordou com as fraquezas de seu marido. Em obediência a ele ela mentiu (ou disse meiaverdade). Sara aceitou pacificamente o adultério com Faraó, em concordância com a “proposta indecente” do marido (Gn.12:10-19). Pelo que entendemos, Sara viveu vários anos como “mulher” de Faraó. Foi possuída por ele. Não teve filhos com ele porque era estéril.

   Depois, por sua concordância, teria feito o mesmo com o rei Abimeleque (Gn.20:1-3). Deus, no entanto, a impediu (agora ela não era mais estéril).

   Apesar de tudo, em 1 Pe.3:6 temos uma referência às filhas de Sara, o padrão para as mulheres cristãs. Perguntamos, portanto: Em que ela merece ser tida como modelo e exemplo a ser seguido? O v.6 diz: Sara obedeceu e chamou seu marido de senhor. O fato foi a submissão. Deus ordena que as mulheres sejam submissas aos seus maridos (Ef.5.22; Col.3.18) e em Gn.2.18 é dito que a mulher foi criada para viver em função do homem (Ser-lhe auxiliadora idônea). O mesmo em 1Tm.2.9-15. E isso é exatamente o que Sara foi. Nada de feminismo. Não foi independente. Sara não foi mulher de ação. Não foi intelectual. Nem espiritual. Nem mesmo a mulher virtuosa de Pv.31, que ninguém achou (v.10). Nem mesmo Salomão, examinando 1.000 mulheres.

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   O que seria então ser filha de Sara em nossos dias? Sara cuidava da aparência exterior e interior. Até mesmo velha era atraente (como mulher). Podemos imaginála mansa, meiga, simpática, doce... uma verdadeira “corça de amores” para seu marido e “uma gazela graciosa” (Pv.5. 19). Segundo Deus é o mais importante que uma mulher possa fazer. Não lhe é proibido fazer tudo o mais, como a mulher virtuosa de Pv.31. O essencial é a beleza interior (submissão), com a qual a mulher tem tudo de seu esposo, mas sem esquecer também a graça exterior (que pode ser enganosacuidado). Mas a beleza interior não engana. É exatamente onde o Espírito Santo quer atuar. É isto que significa simplesmente: “SER MULHER”!

 

Pr. Érico Rodolpho Bussinger - Ramá – Niterói

(Texto na íntegra encontra-se no blogdopastorerico.com/2015/jun)

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